sexta-feira, 5 de setembro de 2014

União Crivella-Lindberg pode ser última cartada nas eleições do Rio

União seria última cartada dos candidatos


Por Pedro Muxfeldt


A última pesquisa Datafolha para o Governo do Estado do Rio, divulgada ontem, deixou mais claro o cenário que se desenha para o segundo turno do pleito.

Pela primeira vez, o governador Luiz Fernando Pezão quebrou a barreira dos 20% de intenção de votos e, segundo o instituto, está em empate técnico com Anthony Garotinho, que vinha abrindo vantagem nas pesquisas anteriores.

Por outro lado, as situações de Marcelo Crivella e Lindberg Farias tornam-se preocupantes. Enquanto o petista segue empacado nos 10%, Crivella parece sem fôlego e derrotado na luta com Garotinho pelos votos dos evangélicos e da Baixada Fluminense.

Em apuros, uma possível união entre as duas candidaturas vai se desenhando. No debate da Redetv!, na última quarta, a dupla evitou se enfrentar. Assim, é possível que nos próximos dias o PT intensifique a tentativa de acerto com Crivella, para que ele desista em prol do ex-prefeito de Nova Iguaçu.

A busca, aliás, não é nova. Ainda antes do registro das candidaturas, Lindberg e também Garotinho pressionaram para que o senador deixasse a disputa. Àquela altura, na segunda posição nas pesquisas, ele e outros membros do PRB foram categóricos ao rechaçar alianças, o que pode mudar com a queda nas intenções de voto, hoje em 18%.

Porém, há outros obstáculos na aliança Lindberg-Crivella. O maior deles diz respeito à natureza da coligação entre PT, PV (do vice Roberto Rocco), PCdoB e PSB, que se posicionou como uma frente de esquerda e poderia rachar em caso de união com o candidato conservador.

Além disso, uma possível união não representaria passagem automática dos votos já que as pesquisas têm mostrado que o eleitorado da dupla é de naturezas diferentes e é possível que a desistência de Crivella favoreça mais Garotinho do que Lindberg.

Com o prazo para a definição expirando no dia 15, as duas candidaturas devem fazer muitas contas e trackings até lá para decidir se dão a cartada final para buscar a vitória no fim de outubro.

De mãos dadas com Marina, Globo se esquece do próprio umbigo

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


Por Pedro Muxfeldt


Nos últimos dias, a candidata Marina Silva abriu uma nova frente de ataques à presidenta Dilma Rousseff. Ao confrontar a petista, Marina vem batendo na tecla de que Dilma, ao fazer a defesa dos governos do PT, não admite os erros cometidos em sua gestão, especialmente no campo econômico.

A tática começou a ser empregada no debate entre os presidenciáveis no SBT, na última terça-feira, e rapidamente foi encampada pela grande mídia que, ainda mantendo algumas ressalvas, deixou Aécio Neves de lado e aposta na candidata do PSB como principal esperança para derrotar o petismo.

O uso da estratégia ficou evidente na manchete de ontem de O Globo, em que o jornal dá grande destaque para a fala de Dilma sobre possíveis alterações na equipe ministerial em caso de um segundo mandato.

Ao associar o comentário a outro feito pela presidenta, que afirmou estar insatisfeita com o baixo desempenho da indústria, o jornal dá a entender que há membros do governo que não tiveram o trabalho aprovado pelo Planalto. Nessa conta, logicamente, estaria incluído o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que há anos a mídia tenta retirar do posto.

Antes do impresso, a TV Globo já havia iniciado as ações. Uma das perguntas que seriam feitas à Dilma pelos apresentadores do Jornal da Globo - a presidenta recusou convite de entrevista do telejornal na terça - questionava até quando ela culparia a crise internacional pelo fraco desempenho da economia brasileira, deixando implícito o julgamento da empresa de que ela tem culpa no tempa e teima em não assumir.

Se a postura de Marina é compreensível dentro do perfil de líder ponderada que ela tenta vender aos eleitores, a posição adotada pelas Organizações Globo é de uma desfaçatez quase comovente.

Autocrítica é algo que inexiste na Globo. Para confessar que errou ao apoiar o golpe de 1964, foram necessários protestos massivos nas ruas e o transcurso de 49 anos. Além disso, lá se vão 30 anos sem admitir a cobertura pífia da campanha pelas Diretas e 25 da edição canalha do debate entre Lula e Collor. A verdade é que a Globo, mais uma vez na ânsia de atacar o governo, esqueceu de olhar para o seu próprio umbigo, que está para lá de sujo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Nosso blog tá na rua!



Por Pedro Muxfeldt

Na semana em que o país se mobiliza na votação do Plebiscito Popular e faltando um mês exato para a eleição que promete ser uma das mais acirradas e emocionantes da História, este humilde blog entra em cena.

Aqui no Trocando Ideia, a intenção é estimular o debate sobre o Brasil. E não apenas política, economia e direitos sociais. É preciso discutir música, esporte, literatura e tudo mais que couber no pedaço.

Antes de começarmos, também uma ressalva se faz necessária. O ambiente é de troca de ideias, mas o blog tem lado. O lado do povo, pelo fim da desigualde social, pela valorização da cultura popular, pela soberania nacional e pela democratização da nossa comunicação.

É isso! O ambiente está aberto. Vamos trocar ideia!

Para sugestão de pautas, envie e-mail para trocandoideia1@gmail.com.