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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Marina sepulta a nova política. Que nova política?

Nova política de Marina Silva é com o retrocesso tucano

Por Pedro Muxfeldt

A nova política de Marina Silva consegue feitos realmente nunca antes imaginados. Líder da Rede Sustentabilidade, partido que ela tentou criar no ano passado, a ex-candidata anunciou ontem apoio formal a Aécio Neves no segundo turno. O cenário, que vinha se desenhando desde a confirmação de sua derrota nas urnas para o tucano, confirma o racha no grupo. Membros da Executiva Nacional da Rede afirmam em nota que "ser parte da polarização PT x PSDB é sepultar a luta por uma nova política".

Há um erro na frase. Não há sepultamento da nova política porque, ao menos com Marina, não havia novidade alguma. Durante sua curta campanha, a candidata lançou mão de uma retórica envernizada e o mesmo moralismo sem propostas contra a corrupção dos tucanos para alardear ser o novo nas eleições. Clique aqui para continuar lendo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

'Minas será um símbolo da campanha do PT', diz professor da UFMG

Dilma e Pimentel venceram no primeiro turno no reduto tucano

Por Pedro Muxfeldt

A inédita vitória do PT em Minas Gerais, que deu a Fernando Pimentel o posto de primeiro petista eleito governador no Sudeste em toda a história, e o sucesso da presidenta Dilma no reduto eleitoral de Aécio Neves não serão determinantes para o segundo turno das eleições, mas terão um peso simbólico considerável durante a campanha. É o que afirma o cientista político Carlos Ranulfo, da UFMG.

Para ele, a derrota tucana no estado que governou por longos anos será utilizada largamente pela candidatura governamental como forma de desconstruir a imagem vendida por Aécio de grandes feitos e aprovação na casa dos 80% durante seu período como governador. Em entrevista ao Trocando Ideia, o professor mineiro também traça prognósticos para o segundo turno. Confira a íntegra da conversa clicando aqui.

domingo, 5 de outubro de 2014

Os vencedores e os perdedores das eleições 2014

Aécio e Dino têm motivos para rir enquanto Marina e Garotinho se explicam

Por Pedro Muxfeldt

A campanha eleitoral mais cheia de reviravoltas dos últimos tempos merecia a apuração repleta de viradas e surpresas deste domingo. Com segundo turno entre Dilma e Aécio definido na disputa presidencial e 12 estados com governadores eleitos na primeira volta, é hora de avaliar quem saiu vitorioso do pleito e quem vai precisar encontrar razões para as derrotas. Clique aqui para continuar lendo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

França corta R$ 65 bilhões em gastos públicos; é o que O Globo, Marina e Aécio querem para o Brasil

Aécio e Marina defendem proposta de O Globo de ajuste fiscal
Por Pedro Muxfeldt

Ontem, o governo francês anunciou que irá cortar 21 bilhões de euros (R$ 65 bilhões) em gastos públicos para conter a crise que assola o país e toda a Europa desde 2008. Até 2017, o corte será de 50 bilhões. Curiosamente, O Globo, em editorial, volta a martelar a necessidade de que o Brasil, independente de quem assuma o país, passe também por um ajuste nas contas públicas e diz que o governos do PT legaram uma herança maldita para o presidente de 2015, que deve ser do partido, por terem elevado os gastos públicos de 15% para 19% do PIB.

Logicamente, o jornal dos Marinho não cobra o fim do pagamento de juros da dívida, que enchem os bolsos de banqueiros e especuladores. O que eles querem é o mesmo receituário que mantém as taxas de desemprego em dois dígitos na maior parte dos países da União Europeia: corte nos gastos sociais e arrocho salarial. É o que vai acontecer na França onde as aposentadorias serão congeladas e os incentivos à natalidade reduzidos.

E adivinha quem são os dois candidatos que defendem a tese da grande imprensa na campanha eleitoral deste ano? Claro, Marina Silva e Aécio Neves. Clique aqui para continuar lendo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eleições nos Estados: Comoção por Campos dá o tom em Pernambuco

Morte de Campos deu força para candidatos do PSB no estado

Por Pedro Muxfeldt

Na segunda entrevista da série Eleições nos Estados, o Trocando Ideia vai analisar o cenário para o pleito em Pernambuco. Reduto eleitoral de Eduardo Campos, falecido em 13 de agosto, o estado viu o crescimento dos candidatos do PSB Paulo Câmara, Fernando Bezerra e Marina Silva após a morte do ex-governador.

Na conversa de hoje, o cientista político Michel Zaidan Filho, coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da UFPE e autor do livro ‘A honra do Imperador’, sobre o governo Eduardo Campos, também comenta o possível esfarelamento do PSDB no país com a ausência de Aécio Neves no segundo turno e as altas intenções de voto de Marina Silva. Confira a entrevista completa clicando aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Eleições nos Estados: RS tem duelo de lideranças do PT contra jornalistas

Tarso Genro e Olívio Dutra encaram dupla de jornalistas da RBS

Por Pedro Muxfeldt


O Trocando Ideia inicia hoje a série Eleições nos Estados. Ao longo da semana, vamos divulgar entrevistas feitas com cientistas políticos sobre o cenário eleitoral em unidades da federação fora do eixo Rio-São Paulo que, apesar de receberem menor espaço na cobertura da imprensa nacional, ajudam a explicar o quadro político do país e correspondem por cerca de 25% do eleitorado.

Abrindo o especial, vamos ver como está o pleito no Rio Grande do Sul, onde duas lideranças históricas do PT lutam contra dois jornalistas de carreira extensa no Grupo RBS, braço da Globo no estado. Além disso, sondamos as intenções de voto para presidente entre os gaúchos e a tentativa de realização de um feito inédito na disputa para governador. O entrevistado é o cientista político Rafael Madeira, coordenador do Centro Brasileiro de Pesquisas em Democracia da PUC-RS. Confira a entrevista completa clicando aqui.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Marina perde 4,5 milhões de votos em três semanas, segundo o Ibope

Marina perdeu votos em 10 dos 11 estados pesquisados pelo Ibope

Por Pedro Muxfeldt

A candidatura de Marina Silva parece derreter às portas da última semana de campanha. Segundo os dados detalhados por estado que o Ibope divulgou hoje, a ex-senadora perdeu pontos em 10 dos 11 estados nos quais o instituto realizou pesquisas (junto, o grupo corresponde a 74% do eleitorado). Em oito deles, a queda foi fora da margem de erro.

Em números gerais, a perda de fôlego da candidata do PSB fica mais evidente. Em todo o Brasil, ela está com menos 4,5 milhões de intenções de voto. Somente em São Paulo, Marina oscilou de 38 para 32% em comparação com os números da primeira semana do mês. Ao todo, são 1.920.000 de votos perdidos no maior colégio eleitoral. Clique aqui para continuar lendo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Queda de Marina em Pernambuco confirma sucesso de estratégia do PT

Dilma passou Marina em Pernambuco pela primeira vez ontem


Por Pedro Muxfeldt

As pesquisas de intenção de voto divulgadas ontem trouxeram grandes notícias para Dilma Rousseff. A presidenta segue abrindo vantagem sobre seus concorrentes e, pela primeira vez, apareceu à frente de Marina em projeção de segundo turno.

Os números, porém, tiveram efeito ainda maior sobre a candidata do PSB. Depois de sua ascensão meteórica ter sido estancada, Marina parece em queda irrecuperável e, não fosse a derrocada de Aécio, estaria até com sua presença na segunda volta ameaçada. Clique aqui para continuar lendo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Dilma sobre Marina: 'Eu é que estou colocando medo?'

Dilma atacou programa de Marina para os bancos públicos


Por Pedro Muxfeldt

Tal como um jogador do qual a torcida muito espera, Dilma teve sua grande exibição nesta campanha na entrevista concedida ao Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Em 30 minutos, a presidenta foi firme, não se deixou ser interrompida pelos apresentadores e, na melhor da parte, demarcou com clareza as diferenças entre suas ideias e a da candidata Marina Silva.

Quando perguntada sobre a suposta campanha do medo utilizada na propaganda do PT, Dilma, além de citar o pré-sal e a independência do BC, tocou num ponto crucial: o uso dos bancos público, lembrando que Marina, na página 60 de seu programa de governo, programa de governo, Marina promete elevar a participação das instituições financeiras privadas no subsídio à agricultura e à habitação popular. Continue lendo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Marina inventa mais uma modalidade de refugada na campanha

Marina mudou duas vezes de opinião sobre royalties em campanha


Por Pedro Muxfeldt

Depois de sucessivas mudanças em seu programa de governo motivadas por pressões de apoiadores de campanha, a candidata Marina Silva inventou uma nova modalidade de refugada. A volta atrás da volta atrás.

Conforme o jornal O Dia aponta em sua edição de hoje, Marina disse ontem, em entrevista coletiva, que é favorável à redistribuição dos royalties do petróleo, o que, segundo cálculos da Secretaria de Fazendo do Rio de Janeiro, representariam perdas de R$ 27 bilhões para os fluminenses e R$ 10,5 bilhões para o Espírito Santo, estados que recebem boa parte das compensações atualmente. Continue lendo.

Merval e propaganda de Aécio confirmam jeitinho do Ibope

PSDB quer tirar votos de Marina, mas Ibope derruba Dilma


Por Pedro Muxfeldt

Na terça-feira, falei aqui do estranhamento que causou a pesquisa Ibope para presidente que apontava crescimento das intenções de voto de Aécio Neves calcado majoritariamente na perda de votos da presidenta Dilma. É evidente que faltando menos de 20 dias seria espantoso a migração de eleitores entre as campanhas que há 12 anos têm se colocado em campos opostos do espectro político.

E eis que a edição de hoje do Globo - sempre ele - confirma a tese. Em propaganda veiculada na página 3 do jornal, a campanha do tucano comemora a subida na sondagem do Ibope e anuncia ser "a força capaz de derrotar o PT". Ora, só agora que 4,2 milhões de eleitores de Dilma perceberam que seu objetivo na campanha é derrotar o partido da situação e passaram a apostar em Aécio. Como disse, cheira a jeitinho do instituto para forçar o segundo turno e manter o senador vivo na disputa. Continue lendo.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O problema dos ultraconservadores são as mãos dadas aos neoliberais

Material do pastor candidato e capa da Folha têm o mesmo tom

Por Pedro Muxfeldt

O assustador material de campanha de Édino Fonseca e Ezequiel Teixeira divulgado pelo deputado federal Jean Wyllys no final de semana é um prato cheio para os adversários de Marina Silva.

Em 24 páginas, a dupla de candidatos a deputado cariocas, que estampa a foto da ex-senadora na contracapa da peça, enxerga no governo federal e na população LGBT agentes do anticristo que poriam fim à fé cristã no Brasil.

Apontar o dedo para Marina, que professa a mesma religião dos pastores-deputados, é fácil. Contudo, por detrás do palavreado que mistura Inquisição com anticomunismo, o que emerge do discurso dos dois celerados líderes religiosos são os interesses da direita reacionária e elitista. Continue lendo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O bem que Marina fez às eleições

Marina esquentou as eleições e retirou o PT da inércia


Por Pedro Muxfeldt

A morte de Eduardo Campos abalou o Brasil e alterou radicalmente o cenário eleitoral. Com Marina Silva, a disputa presidencial ganhou em emoção e foi conduzida para o centro do debate público, algo que não ocorria antes do fatídico 13 de agosto.

Aécio naufragou em questão de dias e parece perdido, com o candidato atirando para todos os lados sem conseguir conquistar mais ninguém.

No PSB, a euforia das semanas iniciais, quando se falou até em construção de base governamental, foi substituída por postura defensiva após as erratas do programa de governo e o nebuloso empréstimo do avião que vitimou Campos.

Contudo, as alterações de rota do PT foram as que mais bem fizeram ao processo eleitoral. Continue lendo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O novo mundo que construímos (ou o papelão dos amigos de Marina)

BRICS cerram fileiras contra as potências imperialistas


Por Pedro Muxfeldt

É possível compreender a nova configuração das relações entre os países apenas analisando a imagem que segue acima. O painel apresenta os votos dados ontem, na Assembleia Geral do ONU, sobre uma proposta argentina de criação de um marco jurídico para a reestruturação das dívidas dos países (entenda aqui a briga que levou nossos vizinhos ao calote técnico).

Assim com já havia acontecido em outras ocasiões, o plenário ficou dividido. De um lado, América Latina, África e Oriente Médio mais Rússia, Índia e China. Do outro, EUA, Canadá, Japão e os países da União Europeia, muitos destes, aliás, que se abstiveram de votar em atitude ainda mais vil que a dos seus aliados. Continue lendo.

A cara de pau de Marina e o telhado de vidro de Dilma sobre os bancos

Adversárias esqueceram suas campanhas em guerra de declarações


Por Pedro Muxfeldt

Ontem, Marina criticou a política econômica do atual governo e afirmou que Dilma criou "o bolsa empresário, a bolsa banqueiro, a bolsa juros altos". É inegável que nos 12 anos do PT no poder os bancos registraram seus maiores lucros e que as taxas de juros praticadas na gestão Dilma (hoje em 11%) estão muito elevadas, o que beneficia banqueiros, empresários e especuladores de toda sorte.

Contudo, a ligação visceral de Marina com Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de seu programa de governo, e suas propostas para a área econômica que, se aplicadas, reimplantariam o receituário neoliberal de desemprego, arrocho salarial e perda de direitos trabalhistas tornam o discurso na boca da candidata apenas conversa mole de campanha.

Ato contínuo à fala da adversária, Dilma rebateu: "não tenho banqueiro me apoiando, me sustentando". Vista como altiva e corajosa pelos apoiadores da presidenta, a resposta é uma casca de banana. Continue lendo.

domingo, 7 de setembro de 2014

"Política externa de Marina será a mais agressiva à direita"

Programa de Neca e Marina joga Brasil para a direita do mundo


Por Pedro Muxfeldt

Se nossa independência chegou há exatos 192 anos, ela foi aprofundada em grande medida nos últimos 12 anos com a chegada do PT ao poder e a mudança do eixo de relações externas das potências ocidentais para América Latina e os Brics. Na visão do cientista político Carlos Eduardo Martins, do Laboratório de Estudos de Hegemonia e Contra-hegemonia da UFRJ, essa conquista fundamental está sob risco em caso de vitória de Marina Silva e Aécio Neves nas eleições de outubro.


Entrevistado pelo Trocando Ideia, o professor classifica a visão de Marina sobre política externa - exposta em seu programa de governo - como “a mais agressiva na postulação de mudanças à direita”. Além disso, Martins também avaliou as propostas do candidato tucano e fez um balanço dos erros e acertos da diplomacia nos governos do PT. Confira a entrevista completa aqui.

sábado, 6 de setembro de 2014

Veja repete 2012 e faz fumaça para salvar campanha de Aécio

Bomba de Valério não estourou em 2012


Por Pedro Muxfeldt


Possivelmente, não é necessário escrever mais nada olhando a montagem acima. A capa desta semana da Veja é incrivelmente parecida com uma edição de 2012 onde a revista anunciava entrevista bombástica de Marcos Valério, operador do mensalão, em que ele relacionava o ex-presidente Lula ao escândalo.


Acontece que a tal suposta conversa do publicitário com a reportagem de Veja nunca foi confirmada e, depois de muito ameaçar, a revista do Grupo Abril decidiu não divulgar a gravação da entrevista.

Ficou o dito pelo não dito e, desde então, nenhuma prova material ligou Lula ao esquema que levou outras lideranças do PT à prisão.

A bomba da vez é a também suposta lista de políticos delatados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, como envolvidos em esquemas de desvio de verbas da empresa. Estão lá nomes ligados ao governo federal e também Eduardo Campos, falecido no mês passado.

Com as denúncias, Veja sonha que sua capa tenha a capacidade de implodir as candidaturas de Dilma e Marina de uma vez só em busca de ressucitar Aécio Neves, em queda livre nas pesquisas desde a entrada da candidata do PSB na disputa.

Até agora, a Veja faz apenas fumaça para salvar seus protegidos e, de acordo com o histórico recente da revista, a melhor reação à publicação é esperar o inquérito da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. O que a Veja diz não se escreve.

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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

De mãos dadas com Marina, Globo se esquece do próprio umbigo

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


Por Pedro Muxfeldt


Nos últimos dias, a candidata Marina Silva abriu uma nova frente de ataques à presidenta Dilma Rousseff. Ao confrontar a petista, Marina vem batendo na tecla de que Dilma, ao fazer a defesa dos governos do PT, não admite os erros cometidos em sua gestão, especialmente no campo econômico.

A tática começou a ser empregada no debate entre os presidenciáveis no SBT, na última terça-feira, e rapidamente foi encampada pela grande mídia que, ainda mantendo algumas ressalvas, deixou Aécio Neves de lado e aposta na candidata do PSB como principal esperança para derrotar o petismo.

O uso da estratégia ficou evidente na manchete de ontem de O Globo, em que o jornal dá grande destaque para a fala de Dilma sobre possíveis alterações na equipe ministerial em caso de um segundo mandato.

Ao associar o comentário a outro feito pela presidenta, que afirmou estar insatisfeita com o baixo desempenho da indústria, o jornal dá a entender que há membros do governo que não tiveram o trabalho aprovado pelo Planalto. Nessa conta, logicamente, estaria incluído o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que há anos a mídia tenta retirar do posto.

Antes do impresso, a TV Globo já havia iniciado as ações. Uma das perguntas que seriam feitas à Dilma pelos apresentadores do Jornal da Globo - a presidenta recusou convite de entrevista do telejornal na terça - questionava até quando ela culparia a crise internacional pelo fraco desempenho da economia brasileira, deixando implícito o julgamento da empresa de que ela tem culpa no tempa e teima em não assumir.

Se a postura de Marina é compreensível dentro do perfil de líder ponderada que ela tenta vender aos eleitores, a posição adotada pelas Organizações Globo é de uma desfaçatez quase comovente.

Autocrítica é algo que inexiste na Globo. Para confessar que errou ao apoiar o golpe de 1964, foram necessários protestos massivos nas ruas e o transcurso de 49 anos. Além disso, lá se vão 30 anos sem admitir a cobertura pífia da campanha pelas Diretas e 25 da edição canalha do debate entre Lula e Collor. A verdade é que a Globo, mais uma vez na ânsia de atacar o governo, esqueceu de olhar para o seu próprio umbigo, que está para lá de sujo.