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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nossa elite vive em dessintonia com os problemas do país

Enquanto cubano atende o povo, elite ataca colega que chegava ao país


Por Pedro Muxfeldt

Ontem, compartilhei aqui a bela reportagem de Mariana Lazari, do jornal O Povo, de Fortaleza, sobre a presença, há um ano, de sete médicos cubanos na cidade de Reruitaba, no interior do Ceará. As mudanças são gritantes, com a população mais assistida e satisfeita com os profissionais que chegaram.

A imagem pintada na matéria, aliás, contrasta com outra, de 2013, também ocorrida no estado do Ceará. Foi ali, no Aeroporto de Fortaleza, que o cubano Juan Melquíades Delgado foi hostilizado por médicos brasileiros insatisfeitos com o Mais Médicos. Clique aqui e continue lendo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Como sete cubanos mudaram a vida de milhares de cearenses

As duas fotos, separadas por um ano, são de Fábio Lima, de O POVO


Por Mariana Lazari, do Jornal O POVO

Mudanças dependem de tempo. Na saúde, para uma transformação mínima, só um ano pode não ser o suficiente. Porém, em Reriutaba, cidade a 309 km de Fortaleza, 12 meses conseguiram trazer à tona um ambiente de mais cuidado, mais atenção, mais cidadania. Esse é o período de atuação, no município, dos primeiros profissionais pertencentes ao programa federal Mais Médicos.

Quando eles chegaram, O POVO esteve na cidade. Havia expectativa, desconfiança, dificuldades de compreensão da fala do casal cubano. Agora, um ano depois, a reportagem voltou a Reriutaba. Mais profissionais chegaram. E o que se viu foi que quando a generosidade e a boa vontade de uns se encontram com os mesmos sentimentos de outros, todos ganham - mesmo que o restante não seja perfeito. Continue lendo.

sábado, 6 de setembro de 2014

Sem ninguém mostrar, Mais Médicos é a bala de prata de Dilma

Números são maior cabo eleitoral de Dilma


Por Pedro Muxfeldt


Costumo dizer que a grande imprensa não mostra suas piores intenções no que publica, mas no que esconde das manchetes. E os números acima são a prova do argumento.

No mesmo dia em que os sites dos principais jornais alardeavam o fraco desempenho da grande maioria dos estados no Ideb, tema abordado no post abaixo, foi deixada de lado a apresentação de estudo da UFMG e Ipespe que apontava índices assombrosos de aprovação entre aqueles atendidos por profissionais contratados pelo programa Mais Médicos, do governo federal.

Aí vão alguns dos números: 95% dos entrevistados estão satisfeitos com a atuação dos médicos, 74% dizem que o atendimento superou suas expectativas, 86% acham que a qualidade do atendimento está melhor ou muito melhor, 97% afirmam que o médico trata os pacientes com respeito e muito mais.

Ao esconder dados tão preciosos, a imprensa, além de demonstrar total falta de vontade em prover informação de qualidade a seus leitores, tenta esconder a bala de prata de Dilma na luta pela reeleição. Criado há um ano, o Mais Médicos levou mais de 14 mil profissionais aos locais mais necessitados do país, beneficiando 50 milhões de pessoas (um quarto da população).

É por isso que o desempenho da presidenta mantém-se em alta frente ao avanço de Marina Silva. Os dados do último Datafolha deixam isso claro. Espontaneamente, Dilma tem 33% das intenções entre os que tem apenas o ensino fundamental, 31% entre os que recebem até 2 salários mínimos, 39% entre os nordestinos. Repito: tudo de maneira espontânea, sem a apresentação dos nomes dos candidatos pelo pesquisador.

Sem divulgar os números positivos do programa, a mídia prefere fazer campanha contra. Primeiro, alimentou o reacionarismo preconceituoso dos conselhos de medicina antes da chegada dos cubanos. Depois, fez estardalhaço com a médica que fugiu do programa direto para o gabinete de Ronaldo Caiado e dali para Miami e outras ações mesquinhas.

O que os barões da imprensa não percebem é que pregam para convertidos, a turma que morre de medo de Fidel Castro, e que o sucesso do Mais Médicos não pode ser escondido. Ele é real e tem tudo para ser o grande cabo eleitoral de Dilma.

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